Texto: Quando você chegou























Ei, eu estava desarmada quando você chegou. Prestes a viver os dias na falta de um amor. Não que o futuro que eu aguardava seria de todo ruim - na verdade eu estava pronta pra desacelerar, fazer o sangue correr passivo nas veias e ter as horas antes de dormir, vazias, apenas sonolentas e aéreas. Eu acreditava que era o momento de ficar sozinha, dar aquele "tempo" que todas as pessoas falam e que até então eu não tinha tido. Uma introspecção desacompanhada, um hiato entre um fim e outro começo. 

Foi então que você apareceu e me desconstruiu. Me fez procurar por você, me deixou curiosa pela tua mente, teu sorriso instigante. Nossa proximidade era antiga, mas foi a primeira vez que me aprofundei em você. E com toda naturalidade do mundo, conseguiu driblar meus receios e precauções. Tornou-nos protagonistas de uma história sem ponto final e me fez embarcar em uma montanha-russa de emoções que subiu, subiu e não desce mais. Agora você é o centro dos meus pensamentos, logo quando eu achei que estariam vazios, frios. É o personagem dos meus textos e o meu desejo mais intenso. Ao invés de me prender, despertou em mim a necessidade de me prender a você. 

De todas as fomas que poderia me atingir, você se armou das mais poderosas delas: o amor. Me fez sentir única. Arrisco a dizer, a mais sortuda do mundo. Me envolveu numa nuvem de carinho e atenção que eu já nem sei mais como vivi antes de te encontrar. Está fora de cogitação negar o meu eu a você. É superior a todas as minhas expectativas ser amada assim e meu coração já era seu antes mesmo de você pedir. Por isso, quando me perguntam se eu não estou sendo precipitada, sorrio. O medo não tem parte nisso. Nós não temos tempo para insegurança ou dúvidas. Nosso interesse é gastar as energias em algo que realmente vale a pena: Fazer um ao outro feliz. 

Texto: Layane Karrú


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